Era um dos meus primeiros projetos como engenheiro de laticínios. Fui chamado para ver uma queijaria num lindo sítio da charmosa Parati. Encravada entre o mar e as montanhas verdes (ou seria ao contrário?) Parati é uma das cidades de maior visitação turística no país. Mas nunca tivera sequer qualquer fábrica (de produtos alimentícios de origem animal) regulamentada. Tanto que só a existência daquela queijaria fizera surgir o SIM (Sistema de Inspeção Municipal).
E andar naquelas pedras (será que alguém consegue de salto agulha?) bucólicas da cidade me fez pensar nos queijos maravilhosos que aquele lugar mágico poderia produzir. Uma queijaria pequena mas totalmente sem funcionalidade. Foi preciso refazer todo o layout e fluxo de produção para começar pequeno e certo (será que eu já pensava nos primórdios da MODULAGRO?).
O mais interessante é que o cliente não sabia qual nome dar ao laticínio. Ao me deparar com tanto potencial falei firme pra ele: você tem que valorizar o que aqui está, esse lugar lindo. Seu laticínio deve se chamar Laticínios Paraty. Ele prontamente concordou e assim nascia a primeira fábrica de queijos de Parati.
E lá se vão mais de 10 anos desde que o queijo se aperfeiçoou e se tornou uma referência local. Vendido em caixas de madeira, de fresco virou maturado. Talvez não somente o queijo…
